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Após tombo de 21%, ações da Petrobras têm leve alta no pré-mercado de Nova York

Papéis da estatal negociados nos EUA despencaram 21% na segunda-feira (23) com os investidores reagindo à interferência do governo na estatal

As ações da Petrobras tinham alta acima de 3% no pré-mercado de Nova York nesta terça-feira (23), após terem despencado 21% na véspera, com os investidores reagindo negativamente à decisão do presidente Jair Bolsonaro de trocar o comando da estatal.


Por volta das 9h10, os ADRs da Petrobras (recibos das ações da petroleira negociados na Bolsa de Nova York) subiam 3,65%, a US$ 8,23, indicando um dia de leve recuperação dos papéis da estatal.

Os preços do petróleo subiam perto de 1% nesta terça-feira, sustentados pela expectativa de alívio em restrições associadas à Covid-19 pelo mundo, perspectivas econômicas positivas e menor oferta nos Estados Unidos.


No Brasil, as ações ordinárias (PETR3) derreteram 20,48% na segunda-feira, a R$ 21,55, e as preferenciais (PETR4) caíram 21,51%, a R$ 21,45. Já o Ibovespa fechou em queda de 4,87%, a 112.667 pontos, com os investidores temendo uma maior interferência na gestão das estatais e colocando em dúvida a agenda liberal do governo Bolsonaro.


Com o tombo, a Petrobras encolheu R$ 74,2 bilhões em valor de mercado em um único pregão. Foi a segunda maior queda diária em valor da mercado da Petrobras desde o início do plano Real. Em duas sessões, a perda de valor de mercado superou os R$ 100 bilhões.


Especialistas ouvidos pelo G1 avaliam que o Ibovespa deve se recuperar e voltar a subir nos próximos dias, com os investidores procurando novas oportunidades para aportar dinheiro.


No caso específico da Petrobras, o mercado aguarda os resultados da reunião do Conselho de administração agendada para esta terça-feira (23). Já o balanço financeiro de 2020 da companhia será divulgado nesta quarta-feira (24).


Para o economista da Necton André Perfeito, a recuperação observada nesta terça nas ADRs é uma boa notícia, mas "há que se ter cautela durante a semana, afinal o presidente Bolsonaro disse que ainda irá fazer mais alterações ao longo dos próximos dias".


Nesta segunda-feira, o juiz da 7ª Vara da Justiça Federal da 1ª Região, em Belo Horizonte, André Prado de Vasconcelos, determinou que o presidente Jair Bolsonaro, a União e a Petrobras expliquem, no prazo de 72 horas, a indicação do general Joaquim Silva e Luna para presidente da estatal.


Bolsonaro fez o anúncio na sexta-feira (19). O general é o atual diretor da Itaipu Binacional. Se confirmado, Silva e Luna substituirá o atual chefe da estatal, Roberto Castello Branco, indicado pelo presidente após as eleições de 2018.



Fonte: G1

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