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Anfavea confirma preferência pelo etanol para acelerar descarbonização do transporte


A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) fez nesta terça-feira uma detalhada apresentação de estudo, desenvolvido junto com o Boston Consulting Group (BCG), que aponta o uso de biocombustíveis, principalmente o etanol, como forma de o Brasil assumir seu papel na descarbonização do transporte enquanto as nações desenvolvidas aceleram a eletrificação dos veículos. O trabalho aponta para a possibilidade de reduzir em até 15% o volume de emissões até 2035 apenas por meio do uso mais intensivo de etanol na frota circulante. Isso depende também da troca de veículos mais velhos, que usam só gasolina, por modelos de gerações que aceitam o etanol em seus motores. A entidade reconheceu o avanço da eletrificação de regiões como a Europa, que, segundo o BCG, alcançará 90% das vendas de veículos até o fim desta década e 100% até 2035. Isso envolve híbridos (que têm um motor a combustão e outro elétrico) e puramente elétricos. A consultoria prevê até 2035, 60% das vendas de veículos serão totalmente elétricos na Europa. Já o Brasil estaria, em 2035, com apenas 33% de veículos eletrificados (híbridos e puramente elétricos) no cenário mais provável. Para chegar a um cenário semelhante ao da Europa o país precisaria, afirmou o sócio do BCG, Massao Ukon, de investimentos em torno de R$ 14 bilhões em infraestrutura, com pelo menos 150 mil postos de carregamento de baterias espalhados pelo país. Para intensificar o uso do etanol nos carros a combustão que já são produzidos e vendidos no Brasil a Anfavea defende programas governamentais de renovação da frota. "É mandatório tirar os carros mais velhos e poluentes das ruas", destacou o presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes. Segundo ele, essa solução seria também uma forma de proteger a indústria automotiva e os empregos nesse setor.


Texto extraído do boletim SCA

Fonte: Valor Econômico

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