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Alterações nas regras da GD impactarão milhares de empregos no Brasil

Preocupação com a adoção de políticas de empregos para o setor de renováveis já é uma realidade em outros países



Enquanto o mundo trabalha para criar empregos no setor de energia renovável, no Brasil a discussão do momento é a atualização da REN 482 (Resolução Normativa n.º 482/2012), que regulamenta as regras da GD (geração distribuída) no país.

Na avaliação de especialistas do setor, a minuta elaborada pela ANEEL nas últimas semanas, e que se tornou pública ao mercado brasileiro, tem como objetivo atender às expectativas das distribuidoras, indo na contramão de outros países ao redor do mundo.

Segundo dados da IRENA (Agência Internacional de Energia Renovável), o setor de GD deve ultrapassar até 2030 a marca dos 30 milhões de empregos gerados no mundo, com políticas públicas de recuperação econômica e de transição energética no período pós-pandemia. Somente no setor solar, estima-se que 11,6 milhões de novos empregos deverão ser criados.

O estudo destaca também que, mais do que intensificar as falhas dos combustíveis fósseis, a pandemia mostrou a resiliência das fontes renováveis que, com os investimentos certos, podem fazer desta década o período da virada para a descarbonização do setor elétrico mundial e de combate ao aquecimento global.

Em países desenvolvidos, como no Japão, Canadá e Austrália, a preocupação com o efeito estufa e a necessidade da adoção de políticas de empregos para o setor de renováveis já é uma realidade há alguns anos. Nestes locais, por exemplo, existe o compromisso de zerar as emissões de carbono até 2050.

O mesmo ocorre com a União Europeia, que lançou em dezembro de 2019 o projeto “Pacto Verde Europeu” – uma agenda que reforça e amplia as metas do Acordo de Paris, tendo como ponto central zerar as emissões de CO2 na atmosfera até 2050. Além dos cuidados com o meio ambiente, a estratégia promete revolucionar a economia do bloco, por meio da geração de empregos.


Mercado de trabalho de GD no Brasil

Apesar do retrocesso apresentado em relação aos demais países, empresas brasileiras do ramo, em especial do setor solar, vem apostando forte na contratação de novos profissionais, capazes de melhorar o desempenho das renováveis no cenário nacional.

“Esse setor, embora seja novo no mercado, tem alcançado metas e contribuído significativamente para a economia, alcançando uma meta inovadora e sustentável ao meio ambiente, sem contar a ajuda ao bolso de quem a utiliza”, destaca Amanda Ferreira, profissional contratada em fevereiro deste ano pela Bluesun.

Para Carlos Brandão, novo ingressante no departamento de P&D da BYD Energy, assim como a maioria dos setores no Brasil, o de energias renováveis sentiu o impacto causado pela pandemia de Covid-19. Para ele, no entanto, o setor vem reagindo de forma positiva após as baixas.

“Apesar de ainda estarmos passando por muitas adversidades, como por exemplo a escassez de insumos e matérias-primas para produção nacional, acredito que o nosso setor está retomando o seu crescimento exponencial. Um grande exemplo disso é que a BYD retornou com o segundo turno na linha de produção de módulos fotovoltaicos. Certamente essa iniciativa é um espelho do que já está acontecendo no mercado”, ressalta ele.



Fonte: Canal Solar

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