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Alagoas terá unidade para transformar vinhaça em biogás e biometano

A cooperativa Pindorama vai receber um investimento de R$ 65 milhões para a construção de uma fábrica da ZEG Biogás. A unidade será construída em uma área de aproximadamente 5 hectares, concedidos pela cooperativa. Segundo o presidente da Pindorama, Klécio Santos, a expectativa é que a unidade inicie sua operação em 2025 e produza anualmente 6 milhões de metros cúbicos de biogás e biometano.

O biogás é produzido pela decomposição de matéria orgânica, neste caso a vinhaça – gerada pela produção de açúcar e etanol –, que depois de processada é utilizada como combustível em motogeradores e na produção de energia elétrica para empresas. Já o biometano é um subproduto de gás purificado, que pode ser liquefeito ou comprimido, podendo ter as mesmas aplicações que o gás natural e ser utilizado em indústrias e frotas. A informação é do site Movimento Econômico.

A expectativa da cooperativa Pindorama é que a produção anual corresponda ao volume de 30 mil litros de óleo diesel produzidos todos os dias no período de um ano. Com esse volume, a companhia estima que serão evitadas a emissão de 20 mil toneladas de gás carbônico na atmosfera anualmente com a substituição da matriz fóssil pela renovável.

“Seremos protagonistas de mais um projeto inovador aqui no Nordeste, que é a captação do biometano proveniente da nossa produção de vinhaça, um projeto muito interessante por vários aspectos, entre eles a questão ambiental, por ser uma energia renovável que substituirá a energia fóssil. Com isso a gente contribuirá em muito para o bem do planeta”, disse Klécio Santos.

Potencial para biogás no Nordeste

A parceria entre a cooperativa alagoana e a empresa ZEG começou a alguns anos por meio da Vibra Energia, principal acionista da empresa de biocombustível. De acordo com o gerente comercial da ZEG Biogás, Fernando Mayer, ao longo dos últimos meses, a empresa demonstrou capacidade técnica e flexibilidade comercial, o que contribuiu para fortalecer ainda mais a possibilidade da concretização da parceria com a Pindorama.

A ZEG, então, será responsável por toda a solução tecnológica para a geração do biogás e para a purificação do biocombustível, podendo atuar também como potencial investidor do projeto. Além disso, será responsável por comercializar com exclusividade todo o biometano produzido pela planta.

Já a Pindorama atuará como provedora das áreas para as instalações físicas da unidade, fornecerá a matéria-prima necessária para a produção do biogás e avaliará a possibilidade de atuar como investidora no projeto.

Ao Movimento Econômico, Mayer explicou ainda que o projeto para a implantação da unidade está na fase final de discussão contratual, mas já houve um levantamento técnico mais detalhado no local, para ser iniciado o processo de licenciamento ambiental.

“Concluindo as negociações no primeiro trimestre, temos expectativa de, ainda no primeiro semestre, iniciar a mobilização. Esta será nossa primeira parceria no Nordeste, levaremos know-how e tecnologia para o empreendimento, que será a primeira de muitas outras oportunidades na região, que tem potencial para ser um hub de produção de energia sustentável”, avaliou.

Por conta do potencial de expansão da produção limpa e sustentável de combustíveis no Nordeste, o gerente da ZEG avalia que há possibilidade de a produção ser ampliada com o tempo em Alagoas.

“O biometano substituirá combustíveis fósseis na região, onde podemos estimar redução de emissões por volta de 17 mil toneladas de CO2 por ano. Além do aspecto ambiental do projeto, geraremos novos empregos localmente, o que movimentará a economia e contribuirá positivamente para o desenvolvimento regional”, disse.


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