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ABSOLAR afirma que eliminar os benefícios da GD ao medir os impactos da modalidade é pesar


De acordo com Rodrigo Marcolino, conselheiro da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), em fala realizada durante a transmissão on-line promovida pelo Canal Energia, excluir os benefícios da geração distribuída (GD) ao medir os impactos da modalidade é pesar somente um lado da balança.


“Nos causa surpresa olhar para contas setoriais relativas a GD que não consideram os benefícios da modalidade. A partir do momento em que isso é desprezado na hora de contabilizar o ganho ou perda líquida para sociedade, só está sendo reconhecido apenas um lado da história. Nos causa um pouco de estranhamento o fato de só um lado da conta ser observado”, afirmou o conselheiro.


A colocação faz referência a uma pesquisa divulgada por entidades ligadas à distribuição de energia e aos consumidores. De acordo com estudo, a aprovação do marco legal da GD poderá, nos próximos 30 anos, gerar um custo de R$ 134 bilhões na conta dos consumidores de energia elétrica. Em contrapartida, a entidade estima que os benefícios da GD irão reduzir os custos em mais de R$ 173 bilhões nesse mesmo período.


“Observando os números que vêm sendo apresentados e o que percebemos é que grande parte dos custos vem de uma interpretação de que vai existir uma redução de mercado e os outros consumidores vão ter que pagar por essa conta. Essa é uma interpretação errada”, alegou Marcolino.

“Defendemos uma lógica de alocação correta de custos e benefícios. São dois conceitos completamente diferentes. Falar em redução de mercado e quanto isso traz de despesas adicionais para outros consumidores, sem olhar para uma racionalização da responsabilidade de cada um sobre custos e benefícios, é fazer logo de saída um mapa incompleto da questão”.


O representante explicou que o valor de R$ 173 bilhões corresponde a R$ 23 bilhões de economia em perdas elétricas na geração, transmissão e distribuição de energia elétrica em grandes usinas, localizadas a uma distância maior das regiões de consumo, e ao total de R$ 150 milhões evitados com a diminuição do uso de termelétricas.


“Nós só quantificamos esses dois benefícios, que consideramos bastante relevantes. Hoje estamos numa situação de níveis hidrológicos baixos históricos, não temos perspectiva de uma bandeira diferente da vermelha nos próximos meses e talvez não tenhamos bandeira verde ao longo de 2021. Dentro desse cenário, é questionável não observar que a GD traz um benefício na medida que evita despacho de fontes mais caras e poluentes”, destacou o conselheiro.


“Em relação às perdas elétricas, buscamos considerar perfis médios de rede, sempre levando em conta que a energia da GD é utilizada próxima a carga, como uso de rede de transmissão e distribuição muito pequenos. Temos aqui uma solução para reduzir as perdas do setor elétrico. Mais uma vez nos questionamos por que isso não está sendo considerado”.



Fonte: Portal Solar

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