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Abiove e Serasa criam ferramenta para monitorar cumprimento de contratos de milho


A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Serasa Experian anunciaram nesta terça-feira uma parceria para a implementação de uma ferramenta da Abiove que permitirá aos compradores de milho saber se os agricultores cumpriram com a entrega da produção vendida antecipadamente.


Segundo comunicado da associação que reúne as principais tradings de grãos do Brasil, o objetivo é reduzir a assimetria de informações, evitando que compradores negociem o cereal já vendido para outros agentes.


A ferramenta permitirá, assim, que o comprador saiba se o produto negociado está eventualmente associado a um outro contrato que não foi cumprido pelo produtor.


A medida vem em meio a uma quebra na segunda safra de milho do país, em função do plantio com atraso e diversos episódios de seca que afetaram o desenvolvimento do cereal em alguns dos principais Estados produtores.


Além disso, os preços internos atuais encontram-se em patamar elevado, ante forte demanda da indústria de carnes, o que deixou tradings em alerta sobre o cumprimento de contratos fechados antecipadamente.


No início deste mês, o presidente da Abiove, André Nassar, disse que as tradings poderiam ter pela frente um cenário “desafiador” para o milho, conforme reportagem da Reuters.


“As empresas associadas alimentarão diretamente a ferramenta da Abiove e a Serasa Experian operará essa plataforma, cuidando da organização das informações em conformidade com as legislações vigentes de proteção de dados e de defesa da concorrência”, disse a associação nesta terça-feira.


Em fevereiro deste ano, a Abiove anunciou iniciativa semelhante, com a adoção de ferramenta que monitora o cumprimento de contratos por alguns produtores que venderam como nunca antecipadamente a sua safra e, com preços maiores no mercado, buscaram renegociar os termos.


Apesar dos temores depois de uma semeadura tardia da oleaginosa nesta temporada, segundo a Abiove, a inadimplência dos contratos da soja ficou em apenas 0,5%.



Nayara Figueiredo

Fonte: Reuters

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