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A capacidade solar em operação no Brasil chega a 10 GW


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicou que, somados os segmentos de geração distribuída (GD) e geração centralizada, o Brasil chegou a marca de 10 GW de potência operacional fotovoltaica. Em 2020, o país tinha 7.785 MW de potência instalada. Agora a GD é de 6.532 MW, e a geração centralizada é de 3.468 MW.


Desses números, mais de 1.803 MW foram instalados em 2021 no que tange à geração distribuída. O avanço expressivo ocorreu devido à, especialmente, retomada dos leilões de energia nova e aos projetos fotovoltaicos do Ambiente de Contratação Livre (ACL), os quais foram paralisados durante a pandemia.


A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) afirma que mais de 51,3 bilhões de reais foram investidos no setor. A geração de empregos chegou a quase 300 mil postos de trabalho. No quesito tributário, cerca de 14,4 bilhões de reais foram arrecadados. Por fim, na questão ambiental, foram constatadas mais de 10 milhões de toneladas de CO2 evitadas.

Para Christiano Vieira, secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, isso é fruto do compromisso do país com a utilização de energia limpa e renovável, além da diversificação das fontes e melhor utilização dos recursos energéticos do Brasil.


“A marca evidencia que o Brasil construiu um ambiente atrativo para investimentos no setor de energia, com políticas públicas que valorizam os recursos renováveis e promovem o crescimento sustentável do setor elétrico em benefício da sociedade brasileira”, afirma Christiano.


Já Thiago Barral, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), entende que a chegada ao marco de 10 GW indica a maturidade do mercado. “Essa trajetória de crescimento foi possível pela redução de custos, pela dedicação de um número cada vez maior de profissionais capacitados e por políticas públicas e regulação setorial”, diz Thiago.


Segundo ele, a energia fotovoltaica será muito importante na transição energética do país, conforme os estudos de planejamento energético da EPE. “Tudo indica, portanto, que a fonte deve continuar crescendo, atraindo investidores, e contribuindo para a segurança energética e a elevada participação das fontes renováveis na nossa matriz energética.”


Segundo Edvaldo Santana, ex-diretor da Aneel, a chegada aos 10 GW é muito importante por variados motivos. “Primeiro porque o Brasil segue a tendência predominante de diversificação da matriz elétrica. Outra virtude importante é a descentralização, na qual, no médio prazo, passará a ser determinante o papel do consumidor, que produzirá sua própria energia. E, por fim, resolvido o problema de alocação e do excesso de subsídios, a redução dos custos finais para os consumidores é um resultado virtuoso, inclusive por consagrar as vantagens da livre escolha.”


Por fim, Carlos Evangelista, presidente da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), entende que a GD é a grande protagonista do crescimento no setor de energia solar fotovoltaica. Afinal, conta com 60% dos 10 GW em operação. “A minigeração e a microgeração crescem impulsionadas pela demanda por energia e pelo esforço que investidores, empresas, técnicos e engenheiros estão empreendendo para oferecer produtos e serviços de qualidade”, declara Carlos.


Segundo a associação, o ritmo de 250 MW produzidos por mês deve ser aumentado. Essa seria uma alternativa para a questão da crise hídrica que afeta o fornecimento de energia.



Fonte: Portal Solar

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