Buscar
  • Fonte: Nova Cana.com

Preço médio do etanol nos postos se mantém, aumentando sua competitividade


Valor do etanol nas bombas equivale, em média, a 66,8% do preço da gasolina; nos estados, renovável segue competitivo em São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás.

Uma pequena modificação nos preços do etanol nas usinas não foi suficiente para impactar no valor cobrado dos consumidores na semana de 5 a 11 de julho. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, o hidratado registrou aumento de 0,68% em São Paulo e de 0,47% em Mato Grosso, enquanto caiu 0,2% em Goiás. Porém, nos postos, não houve modificação.

Para a gasolina, no mesmo período, o movimento foi o contrário: em 7 de julho, a Petrobras anunciou um aumento médio de 5% para o combustível vendido em suas refinarias. Em comparação com o patamar mais baixo registrado no ano, o combustível acumula uma alta acima de 80%.

Nos postos, de acordo com o levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), enquanto o etanol se manteve em R$ 2,737 por litro na semana, a gasolina subiu 0,81%, passando de R$ 4,064/l para R$ 4,097/l.

Com isto, a relação entre os preços combustíveis caiu para 66,8%, em um resultado idêntico ao visto há um mês. A queda de 0,74% no indicador é a primeira em cinco semanas – no período, o etano registrou maiores aumentos que a gasolina.

Variação nos estados

De acordo com os dados da ANP, na semana de 5 a 11 de julho, o preço médio do etanol registrou aumentos em 14 estados e no Distrito Federal, queda em 11 e manutenção em São Paulo.

Enquanto isso, a gasolina só não subiu em Goiás, na Bahia, no Maranhão e em Tocantins.

Desta forma, o consumo do biocombustível segue economicamente vantajoso apenas para os motoristas de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso.

Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o renovável se manteve em R$ 2,544/l, ainda o segundo menor valor da análise. Como a gasolina subiu 0,6%, a relação entre os preços caiu para 65,4%, favorecendo o biocombustível.

Já Mato Grosso registrou um aumento de 1,68% para o etanol, mas ainda mantém o menor valor do país: R$ 2,478/l. A gasolina subiu um pouco menos, 1,34%, fazendo com que a relação entre os valores fosse para 61,7%, reafirmando o estado com o biocombustível mais competitivo do país.

Por sua vez, Minas Gerais registrou o aumento de 0,25% para o renovável, chegando a R$ 2,8/l. Como a gasolina subiu o dobro, 0,5%, a relação entre os preços teve uma leve queda e foi para 66,9%, favorável para o etanol.

Enquanto isso, Goiás apresentou a segunda maior queda da análise para o renovável, 1,65%, chegando ao custo médio de R$ 2,75/l. Já a gasolina caiu menos, 0,44%, fazendo a relação entre os valores diminuir mais uma vez e chegar a 67,1%, favorecendo o etanol.

No Paraná, o biocombustível teve o menor aumento da análise, apenas 0,04%, enquanto a gasolina subiu 0,28%. Desta forma, a relação entre os preços caiu um pouco, chegando a 72,8%, mas ainda segue acima do limite considerado favorável para o biocombustível.

O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes produtores. O primeiro, Mato Grosso do Sul, chegou a 75,1% na análise mais recente. Embora esteja acima do limite considerado competitivo para o renovável, este é o menor valor desde outubro de 2018.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.


1 visualização