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  • Fonte: Nova Cana.com

BNDES aprova linha de crédito de R$ 3 bilhões para estocagem de etanol


Valor deve ser direcionado para o armazenamento de até 6 bilhões de litros do biocombustível.

Enquanto a União da Indústria de Cana-de-açúcar pleiteia uma linha de crédito de R$ 9 bilhões para o setor de etanol – valor repetido em projeto de lei do deputado Geninho Zuliani (DEM-SP) –, o BNDES acabou aprovando uma opção que representa um terço deste valor: R$ 3 bilhões.

Segundo reportagem do Valor Econômico, o banco de fomento deve disponibilizar metade do valor – ou seja, R$ 1,5 bilhão – e o restante virá de outras instituições financeiras. A linha, aliás, foi criada em conjunto com um sindicato de bancos, coordenado pelo Banco do Brasil.

Pelos cálculos do BNDES, o montante poderá garantir a estocagem de até 6 bilhões de litros de etanol, ou cerca de 20% da produção nacional. Este é o mesmo volume apresentado pela Unica, que solicitava o triplo de crédito.

Conforme as fontes consultadas pelo Valor, o objetivo é que os recursos garantam capital de giro para as usinas no momento inicial da safra, quando ele é considerado mais necessário.

Oficialmente, a temporada 2020/21 começou em 1º de abril, de modo que a maior oferta de etanol coincidiu com o período em que houve uma queda na demanda por combustíveis por conta das medidas de isolamento social demandas pela pandemia de coronavírus.

Além disso, o governo teria a expectativa de que os financiamentos superem os R$ 3 bilhões aprovados, com alguns dos bancos oferecendo mais crédito por conta própria e sem participação do BNDES.

Condições

Ainda de acordo com a reportagem, serão aceitos projetos com valores entre R$ 10 milhões e R$ 200 milhões, vindos de empresas com faturamento anual mínimo de R$ 300 milhões. Fontes do mercado ouvidas pelo Valor, no entanto, avaliam que as empresas que mais precisam de apoio podem acabar tendo dificuldade aprovar os empréstimos.

O BNDES deve financiar até metade de cada operação, que terão carência de um ano e prazo de pagamento de dois anos. Por sua vez, a garantia dos financiamentos será o próprio estoque de etanol da usina, em volume equivalente a 150% da quantidade financiada.

Além disso, os juros serão calculados pela taxa de longo prazo (TLP), acrescida de 1,5% e de um spread de risco que dependerá da classificação de crédito da empresa beneficiária.

A taxa adicional à TLP, entretanto, pode cair para 1,1% caso a usina garanta a manutenção de pelo menos 90% de seu quadro de funcionários por dois meses ou se, em caso de demissões, realizar acordos coletivos com o sindicato dos trabalhadores.


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