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  • Fonte: Nova Cana.com

Usina Coruripe reestrutura dívida de R$ 1,7 bilhão e amplia prazo de pagamento


Nesta semana, a Usina Coruripe finalizou o processo de aprovação de um acordo com um sindicato de oito bancos para a reestruturação da dívida de cerca de R$ 1,7 bilhão. Entre os principais pontos negociados estão o alongamento do fluxo de pagamento de três para cinco anos e a redução de 1% ao ano no custo dos empréstimos, tanto em dólar quanto em real.

O acordo alterou o cronograma de pagamento, sendo 10% da dívida na safra vigente e de 15% em cada uma das próximas quatro safras, com liquidação dos 30% finais em 2025. De acordo com o presidente da Coruripe, Mario Lorencatto, a negociação permitiu à companhia a readequação dos prazos de vencimentos da dívida em relação à projeção da geração de caixa das atividades operacionais.

“Teremos um fluxo de caixa mais adequado, com redução de R$ 400 milhões na necessidade de captação na safra atual, e uma estrutura de garantias mais robusta”, afirma.

Ele conta que houve adoção de novo covenant, com a previsão de melhoria da relação dívida líquida/Ebitda de 3 vezes (em março de 2020) para 2 vezes (em março de 2025). Também foram reestruturadas as garantias, com adição de parte das terras em alienação e ações do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) em segundo grau.

Em relação à governança de Capex anual, foram definidos R$ 600 milhões, sendo R$ 400 milhões destinados à área agrícola e R$ 200 milhões a indústria e outros investimentos. O fluxo de desembolso das parcelas de principais e juros será em setembro, dezembro e março.

Além dessas iniciativas, a companhia trabalha em um programa de eficiência, que busca garantir aproximadamente R$ 90 milhões em economia, bem como em frentes inovadoras na gestão de fornecedores de cana e automação de processos corporativos. “Nossa empresa se reposicionou em todos os fundamentos nos últimos dois anos e temos recebido o reconhecimento de nossos parceiros de mercado”, afirma Lorencatto.

A companhia fechou a safra 2019/20 com recorde de moagem de 14,6 milhões de toneladas e prevê moer mais de 15 milhões de toneladas na safra 2020/21. Os resultados são motivados por ações estratégicas, que resultaram em ganhos significativos na operação, geração de resultados e adequação de tesouraria.

“Entregamos o melhor resultado operacional da história da Coruripe, com Ebitda de R$ 977 milhões, e partimos para a nova safra com a meta de mais destaques positivos”, afirma Lorencatto.

A empresa também aumentou a produção de açúcar (para 62% do total) e fixou 94% da safra a um preço médio de R$ 1.478 a tonelada, o que deve garantir Ebitda de R$ 1,025 bilhão e geração líquida de caixa superior a R$ 200 milhões.

Para o etanol, a Coruripe segue com a estratégia de manter mais da metade da produção em estoque para a entressafra, quando poderá vender a preços mais favoráveis. As linhas de financiamento para isso já foram garantidas.

Nas vendas atuais, a empresa tem obtido preços acima do orçamento (R$ 1.700/m³) e, recentemente, fechou três embarques de exportações de etanol a R$ 2.200/m³. Segundo a empresa, este preço está “muito acima” do mercado interno brasileiro.

A Coruripe ainda reforça que as quatro usinas do grupo localizadas em Minas Gerais estão em plena atividade de moagem, com adiantamento em relação ao orçamento e performance acima da safra passada. Já a unidade de Coruripe (AL) segue os trabalhos normais de reforma e de instalação de uma nova caldeira e da refinaria para a safra corrente.

Por sua vez, as medidas preventivas para a covid-19 seguem as orientações das autoridades, visando preservar a saúde dos colaboradores e continuidade das atividades. Segundo a companhia, o reforço de caixa efetuado pela Coruripe para fazer frente aos tempos de incertezas permitiram que a empresa mantivesse os empregos e todas as condições salariais dos colaboradores, bem como cumprisse suas obrigações, inclusive antecipando liquidações, reforçando mais uma vez seu compromisso com as pessoas e sua solidez no mercado.


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