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PRIMEIRA CARGA DE SUBPRODUTO DO ETANOL DE MILHO É EXPORTADA POR PARANAGUÁ


Embarque de quase 30 mil t do farelo proteico de milho seco por destilação inicia a rotina de exportações ao mercado externo, com destino à Inglaterra.

O Brasil faz o seu primeiro embarque de DDGs, um dos subprodutos da produção de etanol de milho, neste sábado (21/12), pelo Porto de Paranaguá e Antonina (APPA). O DDG (Dried Distillery Grains, siga em inglês de Grãos de Destilaria Secos) é o farelo proteico de milho seco por destilação do milho, que é adicionado à porção solúvel resultante do mesmo processo, formando o DDGs. Com 27,5 mil toneladas, o lote produzido será embarcado para a Inglaterra como uma operação de teste para entrar na rotina de exportações do porto.

De acordo com Luiz Fernando Garcia da Silva, diretor presidente na Administração dos Porto de Paranaguá e Antonina (APPA), apesar de não ter havido necessidade de nenhum tipo de ajuste para isso, a operação está sendo observada com mais atenção por se tratar de um novo produto passando pelos corredores de exportação do porto.

“Nós já temos um sistema de exportação que suporta esse tipo de operação de granel e farelo de milho, soja. A gente tem uma observação um pouco maior no comportamento do produto na esteira no decorrer da operação. Queremos garantir a maior eficiência operacional possível para que o exportador tenha Paranaguá como referência”, ressalta Silva.

A carga de DDGs exportada foi produzida pela INPASA do Brasil, com usina instalada na cidade de Sinop (MT), o principal Estado produtor de etanol de milho do país. A empresa já tem outra carga, de 30 mil toneladas, que será exportada pela primeira vez também pelo Porto de Santos (SP), prevista para embarcar no dia 5 de janeiro de 2020 com destino à Turquia.

Segundo José Odval Lopes, presidente da INPASA Brasil, a venda de DDGs para o mercado externo com lotes deste porte será uma rotina mensal. O porto de Belém também pode entrar como outro ponto de escoamento ainda em 2020, a depender sempre do menor custo de frete do MT para os portos. “A INPASA está satisfeita em colocar um produto de qualidade no mercado externo, com capacidade de ter aceitação no mundo inteiro. É uma gratidão”, comenta Lopes.

Terminal em que a carga está armazenada (Foto:INPASA Brasil/Divulgação)

Segundo a União das Indústrias do Etanol de Milho (Unem), 1,4 bilhão de litros de etanol de milho foram produzidos no Brasil este ano. O volume corresponde à produção das onze usinas no Estados do Mato Grosso (6), Goiás (3), São Paulo (1) e Paraná (1). Além da INPASA, apenas outras duas indústrias produziram DDG’s este ano como subproduto do etanol.

Outras quatro usinas estão sendo construídas em Mato Grosso e uma em Goiás. A autarquia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estima, ainda, que mais de R$ 5 bilhões sejam investidos na produção de milho para a extração de etanol nos próximos quatro ou cinco anos no Brasil.

Uma das cinco usinas sendo construídas hoje no país de etanol é uma nova planta da INPASA, em Nova Mutum (MT) que deve entrar em funcionamento em julho de 2020. A usina terá uma capacidade de processamento de 4 mil toneladas de milho por dia, convertendo em 1,80 mil litros/dia de etanol.

Para o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, o etanol de milho não tem a pretensão de ser protagonista no mercado de etanol, mas a entidade quer contribuição na verticalização da Cadeia do Milho, produzindo energia limpa e estimulando a produção de proteína animal através dos DDGs.

“O maior desafio do setor é o estímulo da produção de Biomassa, pesquisa, fomento e consolidação do DDG na produção animal, além da crescente oferta de milho pra manter o setor em franco crescimento sem que traga preços exorbitantes na matéria prima (milho) inibindo novos investimentos”, complementa.

Fonte: Globo Rural


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