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País chega a 418 fábricas de açúcar e de etanol.
O país conta com 418 fábricas de açúcar e de etanol, segundo o último levantamento de 2008 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), disponível desde o dia 24 de dezembro passado. No balanço anterior, de 6 de dezembro, as unidades somavam 417.
O estado de São Paulo lidera o ranking de unidades instaladas, com 199. Em seguida vem Minas Gerais (37), Paraná (33), Goiás (29), Alagoas (24), Pernambuco (23), Mato Grosso do Sul (14), Mato Grosso (11), Paraíba (9), Rio de Janeiro (7), Espírito Santo (6), Sergipe (6), Maranhão (4), Rio Grande do Norte (4), Bahia (3) e Tocantins (2). Têm uma unidade instalada os seguintes estados: Amazônia, Rio Grande do sul e Pará.
Agroind

Setor sucroalcooleiro: Tempo de fusões & aquisições.
O setor sulcroalcooleiro vive o que se pode denominar de momento dramático. A avaliação é do ex-ministro da Agricultura e fornecedor de cana, Roberto Rodrigues. "E isso acontece por absoluta falta de planejamento do setor", avalia. O atual momento crítico é resultado de uma estratégia desenhada ao longo dos últimos anos, período em as usinas do estado de São Paulo, entusiasmadas com a abertura do mercado internacional para o etanol, programaram vultosos investimentos na construção de novas unidades. "As empresas se alavancaram, mas ficaram devendo muito, e para fazer caixa jogaram álcool no mercado interno a um preço muito baixo, o que derrubou as cotações num ano em que isso não deveria acontecer porque a oferta e a demanda estão muito equilibradas", diz. Por isso, o setor vive um momento de dificuldade com uma consequência trágica para o fornecedor de cana, que representa hoje 25% da cana do estado de São Paulo.
"O que acontece é que não existe mercado para a cana. Você é obrigado a fornecer para o mesmo comprador porque um fator restritivo é a distância. E a usina repassa o seu problema ao produtor, não o pagando ou pagando um preço mais baixo", avalia Rodrigues. A crise criou uma complicação adicional no mercado de açúcar, pois os compradores mundiais se retraíram e o crédito para a exportação desapareceu nos últimos meses do ano passado. "Além disso, o mercado do etanol não abriu como se esperava", avalia.
De acordo com um levantamento da Unica -União das Indústrias de Cana-de-Açúcar, entre 15% e 20% das 322 usinas do setor localizadas na região Centro-Sul do país estão com graves dificuldades financeiras. "Essas unidades, de fato correm o risco de quebrar, o que vai gerar uma nova de consolidação no setor", diz Marcos Jank, presidente da entidade. "De fato, muitas empresas interromperam programas de investimentos e vão esperar para comprar a usina pronta", arremata Rodrigues.
Globo Rural - Rede Globo

Crise freia investimentos de novas usinas.
A crise internacional já afetou investimentos em novas usinas sucroalcooleiras. É que investimentos em projetos de usinas previstas para serem instaladas a partir de 2010, no Brasil, serão adiados. A previsão é unânime entre os principais representantes da atividade sucroalcooleira, e até do governo. E como não podia deixar de ser, a decisão afetará Minas Gerais, segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Álcool e Açúcar no Estado de Minas Gerais (Sindaçúcar/Siamig-MG), Luiz Custódio Cotta Martins.
Exatos 16, dos 30 projetos que foram protocolados com o governo de Minas, para a construção de destilarias, ainda não iniciaram o plantio de viveiros de cana e não encomendaram os equipamentos.
Seis destes projetos estão no Triângulo Mineiro. Uma das usinas é em Veríssimo. Segundo o sócio proprietário da Usina Santo Ângelo, José Luís Balardin, a implantação de uma fábrica de açúcar e álcool no município foi suspensa devido à falta de crédito e pelo temor de recessão econômica global. O projeto está estimado em cerca de R$ 280 milhões, com a primeira moagem prevista para 2010. “Estamos dando uma parada para ver se as coisas vão clarear”, disse o empresário. O investimento em uma usina sucroalcooleira não é baixo. Além dos custos de infra-estrutura da fábrica, os equipamentos para a colheita da cana, hoje mecanizada, valem ouro. Apenas uma colheitadeira custa cerca de R$ 900 mil.
O secretário de Desenvolvimento do Estado, Raphael Andrade, afirmou que, no setor sucroalcooleiro, o governo contava com 40 projetos anunciados, no entanto, boa parte sofreu adiamento, decisão considerada “natural” em tempos de crise, na visão do secretário de Desenvolvimento. “Teremos um primeiro trimestre de 2009 mais complicado, mas esperamos alguma recuperação a partir de abril. Se vamos começar mal o ano, esperamos terminá-lo bem no que se refere a investimentos”, afirma Andrade. Os 16 projetos devem permanecer em “stand by” até que as conseqüências da crise financeira sejam amenizadas. Martins não revelou quais são os grupos investidores, nem a localização das usinas.
Recorde
No Brasil, a indústria sucroalcooleira deve bater recorde na safra 2008/09, com 571,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processadas. O número é 13,9% maior do que a colheita passada, quando o total foi de 501,5 milhões de toneladas. A área total de plantio é de 8,5 milhões de hectares. A produção do açúcar está estimada em 32,1 milhões de toneladas e representa 2,6% a mais do que a safra passada. Para a produção alcooleira, a Conab indica cerca de 26,6 bilhões de litros, volume 15,7% superior ao do ano passado.
Jornal de Uberaba